Nomes Canônicos para Nuvens 2.0

junho 7th, 2010

O que acho mais legal destes serviços web 2.0 está na possibilidade de hospedá-los como cnames.

Como assim?

Ok, explico: Na Internet, tudo se localiza ao redor do Domain Name System. Até aí, ok. Mas uma feature interessante é o cname, aonde eu posso apontar um nome não para um endereço IP, mas para outro nome – Este sim, possuindo um endereço (ou vários).

Na verdade, o DNS é um grande banco de dados de registros. Os registros 'A' (Address) são apenas a pontinha do iceberg.

E qual a sacada nisso?

É simples: Hoje, serviços como o Wordpress  e Tumblr (Blogging), Google AppEngine (Hospedagem em Nuvem), Windows Live Domains e Google Apps (e-mail e Groupware) fornecem esta feature. Os dois últimos, em particular, dependem dela.

Mas porque deste post?

Porque hoje eu simplesmente configurei meus repositórios mercurial (no BitBucket) e agora tenho o meu próprio 'Forge.

E qual o impacto?

Sinceramente, não sei. Tem um pouco a ver com o tema do meu último post. Apenas considere que hoje, o próprio registrar já pode hospedar o DNS (esqueça o nic.br) e você configura, em minutos, uma variedade de serviços com manutenção delegada e a baixo custo. Compare isso com o cenário há 4 anos atrás.

Recursos para Fim-de-Namoro

maio 14th, 2010

Não que eu precise, mas prepare-se para esta música em caso contrário:

Also known as: Foras, Hardcore Edition

Vamos lá, todo mundo cantando:

Sabe, eu tenho muitas coisas pra dizer pra você

Ai meu Deus! Diga por favor..

Só que para te dizer…

Eu preciso de um belo piano e alguém que toque piano muito bem

Isso! Tipo esse cara

Agora sim, eu posso te dizer

Tem vezes na vida que a gente encontra alguém

Para cuidar e pra fazer o bem

Para abraçar e encher de amor

Mas não é o seu caso, pra mim tu não tem valor

Não amo você, não sinto falta de te ver

Nada mudou ao te conhecer

Você não tomou conta do meu ser

Mas calma Juliana

É Patrícia!

Digo Patrícia, na noite em que fiquei contigo

Eu só disse que te amava pra você dormir comigo

Mas se eu te visse beijando outro

Eu ficaria louco

Não, não, é mentira

Não me importaria nem um pouco

Não amo você, não sinto falta de te ver

Você não me deu prazer

Eu me arrependo de te conhecer

Mas calma Márcia

É Patrícia!

Digo Patrícia, de um ângulo você de longe é gatinha

Só menos que a Duda, Marina, a Jô e a Claudinha

Rafaela, Lidiane, Maria Luíza, Bia, Sheila e o Claúdio!

Que é homem, mas mesmo assim é mais sexy que você!

Não amo você, não sinto falta de te ver

Na agenda do meu celular, o seu nome é não atender

Fabrícia

É Patrícia!

Digo Patrícia, por você

Eu pegaria um copo d’água,se eu não estivesse ocupado



Por você eu iria ao shopping comprar um presente de aniversário

Não! Mentira, não iria não porque é muito lotado shopping

E qualquer vendedora vai ser muito mais gatinha que você



Não amo você, não sinto falta de te ver

Não amo você, não sinto falta de te ver



Não amo você, não sinto falta de te ver

Não amo você, não sinto falta de te ver



Vai embora, espera um segundo

Eu fico com você, se você for a última mulher do mundo


[ Fonte: aqui ]

Conselhos para T-15 anos

maio 4th, 2010

 

Quando eu comecei usando computadores, foi numa época que a maioria de vocês jamais ouviram falar: A Reserva de Mercado. Na prática, significava pagar dez vezes por algo que já chegava obsoleto. De lá pra cá, muita coisa mudou: Apenas pagamos o iPod mais caro do mundo (não precisam comentar, prezados macfags). Mas o fato é que, a exceção dos produtos macfaguísticos, hoje o custo para manter um computador é mais barato que há alguns anos.

O acesso à informação mais barato criou algumas variáveis interessantes. Há 8 anos, eu hospedar um repositório particular de código-fonte distribuído na internet virtualmente me exigiria a configuração de um servidor virtual, um VPS (exigiu – eis porque eu hospedo isso na linode).

Extrapolando mais: Há quinze anos, eu provavelmente necessitaria fazer colocation em um data center.

Hoje eu pago cinco dólares – apenas para manter restrito, pois gratuitamente eu possuo mais oferta.

Isto é algo que está alinhando para outros aspectos – Nuvens, como EC2 e o AppEngine, efetivamente barateiam. Quanto custa – monetariamente falando –, criar um domínio e hospedá-lo é uma fração do quanto custava há alguns anos.

O que não irá baratear? Mão de obra. Cada vez mais cara, cada vez mais especializada, cada vez mais difícil de formar. Logo, há risco em toda contratação em TI – é uma aposta, afinal de contas. E uma laranja podre pode cagar um projeto. Logo, você, que quer entrar no mercado, deve reduzir e eliminar os riscos na sua contratação.

Porque falo isso? Porque quando comecei em TI, era mais complicado manter um portfolio e currículo, e a minha etapa de ‘profissionalização’ demorou alguns anos e foi meio tortuosa. Embora hoje eu não necessite tanto, os meus próprios repositórios de fonte acima mencionados já me ajudaram em várias situações, tanto no trabalho quanto na faculdade e, principalmente, para arranjar trabalho.

É sério: A maneira mais fácil que você tem de dar um curto-circuito em uma entrevista de emprego é mostrar código-fonte seu e comentá-lo. Mais do que isso, você mostra ser orientado a problemas e auto-disciplinado, quando você devota seu tempo a projetos pessoais.

O código sequer precisa ser bom – isto, na verdade, é gancho para que outras pessoas possam participar e conhecer. É, de certa forma, um ótimo caminho para estabelecer networking.

Uma única observação: Certifique-se que sua propriedade intelectual não infringe a dos outros – e, principalmente, entenda sobre licenças e saiba defender a sua e identificar outras licenças open-source adequadas para outros projetos – como o dos seus empregadores, por exemplo.

Então, prezado amigo, eis um segredo dourado, que eu não costumo citar: Crie um projeto. Qualquer projeto. O importante é você ter um horizonte atingível e, acima de tudo, dedicação para mantê-lo. Use um google code ou github, agregue colegaboladores, e – porque não? – publique o mesmo fonte online, bem como coloque o site no ar.

Por mais simples que seja, você tem um projeto – e um bom assunto para a sua próxima entrevista de emprego. Ou, quem sabe, o seu próximo empreendimento.

Moral da história? Eu *queria* poder ter feito tudo isso há 15 anos. Sim, é uma inveja branca da geração atual.

Wave e Jing

abril 22nd, 2010

Estou documentando esta coisa apenas porque não a achei em lugar algum, e através do Luciano, do HighTides, consegui descobrir como.

Adoro o Jing, e até me dou bem com o Wave. Porque não botar os dois?

Infelizmente, não há widgets que permita fazer tal atividade diretamente. Felizmente, existe um recurso alternativo (leia-se: Gambi): Você pode embutir um Gadget de texto artibrário HTML colocando o código de embedding do screencast.com.

Segue o passo a passo:

  • Suba o seu vídeo no Jing. Obtenha o código de embedding e guarde em algum lugar;
  • Na wave em questão, insira um gadget por URL, utilizando o URL deste widget (no caso, é este URL)
  • Edite o Gadget e cole o código de embedding
  • ???
  • Lucro!

Só pra ser ainda mais redundante, eis o link para o vídeo demonstrando como foi feito (não estou embutindo aqui em nome da formatação e a coluna. Tenho respeito aos meus 6 leitores).

Caso você tenha notado algo diferente na hora de colar: Bem, eu sou um fã incondicional do ditto, que mantém um histórico da minha área de transferência.

Em recuperação

março 10th, 2010

Povo,

As coisas serão ainda mais lentas – Decidi refazer a configuração do host virtual que hospeda este site. Note que não é um mero recovery – está mais para reformat.

O que é raro, mas optei trocar de distro (debian para ubuntu server) e alinhar a configuração (um grande emaranhado) dos últimos anos em algo que facilite mais a minha manutenção.

Obrigado

Traçando Círculos

dezembro 7th, 2009

Este é um post tão bobo que eu sempre procrastinava. Bem, este é o momento dele.

Diariamente eu me pego usando uma expressão de cunho interno: Desenhar Círculos. Algo como: “-Precisam desenhar um círculo ao redor dele”. A expressão correta, porém, é “-Mandar ele fechar os olhos, desenhar um círculo ao redor dele, e sair andando”.

Abstratão ainda, não é? Pois, agora vem a explicação: Em Musashi, do genial Eiji Yoshikawa, o mesmo encontra-se em uma busca para as questões da vida.

Essa busca, porém, é personificada: Ele deseja uma opinião do Monge Gudo. E fica dias atrás do cidadão.

Ok, agora posso transcrever o livro:

“Perdida agora a noção de tudo que o rodeava, Musashi correu como uma bola incandescente de sofrimento e jogou-se aos pés de Gudo.

-Uma palavra, senhor, eu lhe peço! Apenas um conselho… – conseguiu ele dizer antes de curvar-se, rosto quase tocando o chão.

Imóvel, esperou, corpo inteiro enrijecido, por resposta. Nada porém lhe chegou aos ouvidos por um longo, interminável intervalo.

Incapaz de se conter por mais tempo, Musashi dispôs-se a abrir a boca para tentar esclarecer de vez a dúvida que o martirizava, quando, de súbito, Gudo lhe disse:

- Estou a par de tudo. Matahachi tem-me falado sobre você todas as noites, de modo que sei tudo a seu respeito… assim como a respeito dessa mulher.

As últimas palavras tiveram o efeito de uma ducha gelada sobre Musashi, que não ousava sequer erguer a cabeça.

- Matahachi. Empresta-me teu bastão – ordenou Gudo.

Musashi preparou-se para receber algumas vergastadas – comuns em sessões de meditação zen – e cerrou os olhos. Mas os esperados golpes não caíram sobre sua pessoa, apenas percorreram a área em torno do ponto em que ele se sentava.

Gudo havia riscado um círculo com a ponta do bastão. E no centro dele, achava-se Musashi.”

A partir daí, tem todo um desenvolver do cenário. Mas digamos que a história, terminando assim, deixa algo a pensar.

Da minha parte, porém, confesso que não morro de amores, mas as vezes preciso desenhar estes círculos. Alguém precisa fazê-lo.

lalala(tim): O Lorem Ipsum da Literatura Eclesiástica

novembro 19th, 2009

Sors salutis
et virtutis
michi nunc contraria
est affectus
et defectus
sempre in angaria

Hac in hora
sine mora
corde pulsum tangite
quod per sortem
sternit fortem
mecum omnes plangite!

A sorte na saúde e na virtude
Agora é contrária a mim
Ela dá e tira
Mantendo a constante escravidão

Nesta hora, sem demora
Soa a ‘Corda Vibrante’

Se você não entendeu. Bem, isto é a letra mais manjada de “Carmina Burana” – a Ópera é baseada em um livro encontrado na ordem beneditina, datado de 1230.

Não tem mais desculpa: Da próxima vez, todo mundo cantando.

Fontes: Aqui e aqui.

Ellipsis is dead. Long live to Alpha One

novembro 13th, 2009

A minha terminologia para Netbooks é um pouco mais sutil: Eu escolho termos foneticamente semelhantes ao nome original do computador. Mas isso só é possível porque eles *TEM* nomes. No caso, Ellipsis era o meu eee pc.

Um mea culpa público: O Ellipsis, como meus últimos PCs, realmente merecia um descritivo neste blog. Bem, este post é um work-in-progress – como praticamente tudo aqui, é uma tentativa de compensar.

Mas antes, o motivo: Ellipsis estava morrendo, o storage e a performance estava ruim, e eu tava com o cartão de crédito no stand center. Pra complicar, meu desktop principal (x64, lembra?) morreu, cortesia São Pedro. Mesmo com o mac, e com virtualização e emulação, eu ainda precisava de um Windows.

Então agora temos o Alpha One, que é um Acer Aspire One de 12 polegadas. Compare contra o meu caderno e o Ellipsis (que era de 7 polegadas):

image

Isto foi meio impromptu e gradualmente irei documentá-lo. Por hora, ele é repleto de pontos fortes:

  • As Especificações são generosas:
  • 250 GB de Disco
  • Intel Atom Z520 @ 1.33 (embora nominal seja 1.6 GHz)
  • 2GiB de RAM
  • Os periféricos foram *MUITO* bem pensados:
    • É uma segunda geração de netbooks, já com o Atom e um chipset novo pensado na plataforma;
    • A Acer colocou seu expertise:
    • SignalUp, que realmente otimiza o sinal com uma antena wireless
    • O teclado tem uma disposição excelente com teclas maiores
    • O monitor é 1366×768, LED, 12 polegadas – IMENSO para um Netbook

    Os principais problemas que julguei foram:

    • A opção pelo Vista Home Basic
    • O Chipset de vídeo (GMA 500) ainda não está maduro – dói que só rodar no Vista e, surpreendentemente, no Jaunty fica ainda pior. Felizmente, no Windows 7, ele funciona excelente
    • A parte externa do case brilha demais. Pode parecer mimimi, mas eu moro numa cidade quente e é fácil estragar a vista com gordura :)

    Qual o veredito atual? Bem, se quiser comprar, o preço para um novo esta ótimo e acho que muito nego que não sabe configurar um PC irá oferecê-lo em segunda-mão. Logo, compre um até Janeiro/Fevereiro, que acho que é quando irão melhorar os drivers e o suporte do Ubuntu Linux.

    Grato. Faxineiro-mor deste weblog.

    Desenhando e Andando

    novembro 11th, 2009

    Costumava me referir ao NetBeans como o “Paintbrush4J”: Basicamente, só servia para Desenhar.

    Hoje, porém, parte do meu dia (eletrizante, até) envolveu uma atividade boba, revelou um insight genial:

    No Linux, eu precisava desenhar um diagrama de blocos. Tentei com InkScape, e funcionava, com um detalhe: Sendo um editor de SVG, eu precisava criar 2 objetos (Retângulo e Texto), selecionar ambos, alinhar os centros e agrupá-los. Resumindo: Contraproducente.

    Depois do InkScape, tentei Kivio – Que ao contrário do original, não possui um único stensil de retângulo. Game Over, K.

    Tentei outro no Ubuntu: Karbon (antigamente, KIllustrator). Mesmo sintoma do Inkscape.

    Procurando várias alternativas, li em algum lugar que o OpenOffice permitia.

    E fez bem e consegui concluir os diagramas.

    Mais tarde, refletindo com um colega de trabalho, permitimos um padrão:

    • O Java surgiu como basicamente um GIF Animado;
    • O NetBeans é ótimo quando o assunto se limita apenas a Swing
    • JavaFX é uma segunda tentativa da Sun reaver a posição de melhor animador de GIF depois do Flash
    • OpenOffice Draw me permitiu desenhar como eu queria

    Em suma: A Sun faz software sério, até (Java, JXTA, OpenSolaris), mas ela queria mesmo era achar-se a Adobe. Só pode.

    O Guia de Sobrevivência da Graduação, Parte II: “Cobrando”

    outubro 20th, 2009

    Uma continuação do guia iniciado neste post, aonde o nosso protagonista revela sua falha de análise e nos propõe um projeto conjunto.

    Bem, demorou. Um dos motivos foi que, a primeira vista, era tanta coisa que não compensava botar num post. Não é limitação do Wordpress, mas é limitação do conceito de blogging como um todo.

    Ok, parêntese: O intuito original deste post era fornecer mecanismos para balancear a relação quando da desarmonia. Técnicas de Análise e Resolução de Conflitos. Analisar, Documentar, e Compartilhar o conhecimento, entende?

    Então, diante disso, resolvi criar um subprojeto-pessoal: Criei no wiki do leal.eng.br um Mini Guia. Este guia busca orientar soluções (ou melhor, “Padrão de Soluções” através de análise das forças/aspectos envolvidos e, principalmente, com um repositório de “Podrões de Projeto”).

    Eis o endereço. Prometo informá-los quando do andamento e informá-los sobre atualizações importantes – Mas nada impede que assinem o feed do wiki.

    Ergo, Divirtam-se!