Traçando Círculos

dezembro 7th, 2009

Este é um post tão bobo que eu sempre procrastinava. Bem, este é o momento dele.

Diariamente eu me pego usando uma expressão de cunho interno: Desenhar Círculos. Algo como: “-Precisam desenhar um círculo ao redor dele”. A expressão correta, porém, é “-Mandar ele fechar os olhos, desenhar um círculo ao redor dele, e sair andando”.

Abstratão ainda, não é? Pois, agora vem a explicação: Em Musashi, do genial Eiji Yoshikawa, o mesmo encontra-se em uma busca para as questões da vida.

Essa busca, porém, é personificada: Ele deseja uma opinião do Monge Gudo. E fica dias atrás do cidadão.

Ok, agora posso transcrever o livro:

“Perdida agora a noção de tudo que o rodeava, Musashi correu como uma bola incandescente de sofrimento e jogou-se aos pés de Gudo.

-Uma palavra, senhor, eu lhe peço! Apenas um conselho… – conseguiu ele dizer antes de curvar-se, rosto quase tocando o chão.

Imóvel, esperou, corpo inteiro enrijecido, por resposta. Nada porém lhe chegou aos ouvidos por um longo, interminável intervalo.

Incapaz de se conter por mais tempo, Musashi dispôs-se a abrir a boca para tentar esclarecer de vez a dúvida que o martirizava, quando, de súbito, Gudo lhe disse:

- Estou a par de tudo. Matahachi tem-me falado sobre você todas as noites, de modo que sei tudo a seu respeito… assim como a respeito dessa mulher.

As últimas palavras tiveram o efeito de uma ducha gelada sobre Musashi, que não ousava sequer erguer a cabeça.

- Matahachi. Empresta-me teu bastão – ordenou Gudo.

Musashi preparou-se para receber algumas vergastadas – comuns em sessões de meditação zen – e cerrou os olhos. Mas os esperados golpes não caíram sobre sua pessoa, apenas percorreram a área em torno do ponto em que ele se sentava.

Gudo havia riscado um círculo com a ponta do bastão. E no centro dele, achava-se Musashi.”

A partir daí, tem todo um desenvolver do cenário. Mas digamos que a história, terminando assim, deixa algo a pensar.

Da minha parte, porém, confesso que não morro de amores, mas as vezes preciso desenhar estes círculos. Alguém precisa fazê-lo.

lalala(tim): O Lorem Ipsum da Literatura Eclesiástica

novembro 19th, 2009

Sors salutis
et virtutis
michi nunc contraria
est affectus
et defectus
sempre in angaria

Hac in hora
sine mora
corde pulsum tangite
quod per sortem
sternit fortem
mecum omnes plangite!

A sorte na saúde e na virtude
Agora é contrária a mim
Ela dá e tira
Mantendo a constante escravidão

Nesta hora, sem demora
Soa a ‘Corda Vibrante’

Se você não entendeu. Bem, isto é a letra mais manjada de “Carmina Burana” – a Ópera é baseada em um livro encontrado na ordem beneditina, datado de 1230.

Não tem mais desculpa: Da próxima vez, todo mundo cantando.

Fontes: Aqui e aqui.

Ellipsis is dead. Long live to Alpha One

novembro 13th, 2009

A minha terminologia para Netbooks é um pouco mais sutil: Eu escolho termos foneticamente semelhantes ao nome original do computador. Mas isso só é possível porque eles *TEM* nomes. No caso, Ellipsis era o meu eee pc.

Um mea culpa público: O Ellipsis, como meus últimos PCs, realmente merecia um descritivo neste blog. Bem, este post é um work-in-progress – como praticamente tudo aqui, é uma tentativa de compensar.

Mas antes, o motivo: Ellipsis estava morrendo, o storage e a performance estava ruim, e eu tava com o cartão de crédito no stand center. Pra complicar, meu desktop principal (x64, lembra?) morreu, cortesia São Pedro. Mesmo com o mac, e com virtualização e emulação, eu ainda precisava de um Windows.

Então agora temos o Alpha One, que é um Acer Aspire One de 12 polegadas. Compare contra o meu caderno e o Ellipsis (que era de 7 polegadas):

image

Isto foi meio impromptu e gradualmente irei documentá-lo. Por hora, ele é repleto de pontos fortes:

  • As Especificações são generosas:
  • 250 GB de Disco
  • Intel Atom Z520 @ 1.33 (embora nominal seja 1.6 GHz)
  • 2GiB de RAM
  • Os periféricos foram *MUITO* bem pensados:
    • É uma segunda geração de netbooks, já com o Atom e um chipset novo pensado na plataforma;
    • A Acer colocou seu expertise:
    • SignalUp, que realmente otimiza o sinal com uma antena wireless
    • O teclado tem uma disposição excelente com teclas maiores
    • O monitor é 1366×768, LED, 12 polegadas – IMENSO para um Netbook

    Os principais problemas que julguei foram:

    • A opção pelo Vista Home Basic
    • O Chipset de vídeo (GMA 500) ainda não está maduro – dói que só rodar no Vista e, surpreendentemente, no Jaunty fica ainda pior. Felizmente, no Windows 7, ele funciona excelente
    • A parte externa do case brilha demais. Pode parecer mimimi, mas eu moro numa cidade quente e é fácil estragar a vista com gordura :)

    Qual o veredito atual? Bem, se quiser comprar, o preço para um novo esta ótimo e acho que muito nego que não sabe configurar um PC irá oferecê-lo em segunda-mão. Logo, compre um até Janeiro/Fevereiro, que acho que é quando irão melhorar os drivers e o suporte do Ubuntu Linux.

    Grato. Faxineiro-mor deste weblog.

    Desenhando e Andando

    novembro 11th, 2009

    Costumava me referir ao NetBeans como o “Paintbrush4J”: Basicamente, só servia para Desenhar.

    Hoje, porém, parte do meu dia (eletrizante, até) envolveu uma atividade boba, revelou um insight genial:

    No Linux, eu precisava desenhar um diagrama de blocos. Tentei com InkScape, e funcionava, com um detalhe: Sendo um editor de SVG, eu precisava criar 2 objetos (Retângulo e Texto), selecionar ambos, alinhar os centros e agrupá-los. Resumindo: Contraproducente.

    Depois do InkScape, tentei Kivio – Que ao contrário do original, não possui um único stensil de retângulo. Game Over, K.

    Tentei outro no Ubuntu: Karbon (antigamente, KIllustrator). Mesmo sintoma do Inkscape.

    Procurando várias alternativas, li em algum lugar que o OpenOffice permitia.

    E fez bem e consegui concluir os diagramas.

    Mais tarde, refletindo com um colega de trabalho, permitimos um padrão:

    • O Java surgiu como basicamente um GIF Animado;
    • O NetBeans é ótimo quando o assunto se limita apenas a Swing
    • JavaFX é uma segunda tentativa da Sun reaver a posição de melhor animador de GIF depois do Flash
    • OpenOffice Draw me permitiu desenhar como eu queria

    Em suma: A Sun faz software sério, até (Java, JXTA, OpenSolaris), mas ela queria mesmo era achar-se a Adobe. Só pode.

    O Guia de Sobrevivência da Graduação, Parte II: “Cobrando”

    outubro 20th, 2009

    Uma continuação do guia iniciado neste post, aonde o nosso protagonista revela sua falha de análise e nos propõe um projeto conjunto.

    Bem, demorou. Um dos motivos foi que, a primeira vista, era tanta coisa que não compensava botar num post. Não é limitação do Wordpress, mas é limitação do conceito de blogging como um todo.

    Ok, parêntese: O intuito original deste post era fornecer mecanismos para balancear a relação quando da desarmonia. Técnicas de Análise e Resolução de Conflitos. Analisar, Documentar, e Compartilhar o conhecimento, entende?

    Então, diante disso, resolvi criar um subprojeto-pessoal: Criei no wiki do leal.eng.br um Mini Guia. Este guia busca orientar soluções (ou melhor, “Padrão de Soluções” através de análise das forças/aspectos envolvidos e, principalmente, com um repositório de “Podrões de Projeto”).

    Eis o endereço. Prometo informá-los quando do andamento e informá-los sobre atualizações importantes – Mas nada impede que assinem o feed do wiki.

    Ergo, Divirtam-se!

    Post Obrigatório para Evitar Argumentos de Improdutividade

    outubro 7th, 2009

    No Regrets. O Mundo Lá fora continua animal, mas… vamos fazer um breve sumário do que anda acontecendo:

    • Perdi meu Desktop Windows 7 devido ao clima equatorial e as tempestades. Antes o mundo iria acabar, mas até que estou gostando de ficar sem um PC por uns tempos;
    • Por outro lado, traí o movimento PC, véio, e comprei um Mac Mini para Ensaiar. Ainda apanho extreme pra ele, mas ao menos consigo acentuar – Mal, diga-se;
    • Bem, também havia comprado um iPod Nano – que perdi, mas o Touch continua firme e forte;
    • Em breve – muito breve, faço 6 meses de academia. Nasce um corredor!
    • Continuo expressando todo o meu garbo e elegância em 140 caracteres;
    • Descobri hoje que possuía 30 leitores de RSS! Que surpresa! Ainda assim, se você visita o site, prezado um dos meus outros 6 leitores, você pode conferir a barra a direita e pedir para assinar por e-mail;
    • Publiquei alguns demos no youtube de coisas que andei ensaiando usando o varnish, dokuwiki, google wave, opensocial, e, principalmente, o WebSphere sMash / Project Zero;
    • Em Novembro, irei assistir ao Faith No More junto com a Sra. Leal;
    • Continuo com o MBA. Opa, não falei dele? Pois, iniciei um. Momentos altamente “O Aprendiz Universitário”;
    • Falando nisso, a Sra. Leal já redigiu nosso contratinho de namoro (Página 1, Página 2). Sugeri este, mas foi prontamente rejeitado;

    Último mas não menos importante – Estou saindo da IBM. Foi uma parceria boa, mas home office me fez ficar ‘mimado’ e meio desacostumado.

    Espero que esta minha experiência de viver fora da zona de conforto nos permita novas empreitadas – incluindo mais código na veia! Rezem por mim, mesmo sabendo que minha vida não tem salvação – Atingirei o Nirvana e não irei voltar reencarnando em nada!

    Grato.

    Insegurança e Código-Fonte

    julho 27th, 2009

    Essa apresentação da OSCON chamou a minha atenção. Eis o sumário do mesmo:

    A pervasive elitism hovers in the background of collaborative software development: everyone secretly wants to be seen as a genius. In this talk, we discuss how to avoid this trap and gracefully exchange personal ego for personal growth and super-charged collaboration. We’ll also examine how software tools affect social behaviors, and how to successfully manage the growth of new ideas.

    Moral da História: Embrace Failure. Haver-se-à retrabalhado, e evitar é impor-se um obstáculo.

    Nunca havia pensado, mas é bastante recorrente no meio. E admito que parte da minha eterna capacidade de procrastinar deriva disso.

    Aldrin Leal: Mini-Manual e Cuidados Básicos

    junho 18th, 2009

    Reflexões sobre o que aprendi em relacionamentos.

    • Eu vivo numa linha tênue entre o absurdo e o extremamente sério;
    • Se você não aguentar o meu pior, talvez você não seja digna domeu melhor;
    • Eu vou me preocupar com coisas e causas importantes, mas na mesma medida, esquecer de me cuidar;
    • E faz bem tentar saber como ando. Um “Como você está?” é importante, mas não vou mencionar;
    • Ao invés de criticar, um comentário construtivo é muito mais benvindo. E eu gosto muito de tudo que eu passei. Criticar o que gosto é um caminho arriscado;
    • Sim, irei importar-me com você. Um bocado;
    • Não quero saber de futilidades. Até tolero, mas se começar a virar o único tópico da conversa, vou perder o interesse;
    • Orkut? Tô cagando pra isso;
    • Conquiste meus pais;
    • Sou especialista em estragar surpresas;
    • Existem várias opções de como fazer errado, menos opções de fazer certo, e infinitas opções de não fazer. Mais importante que exceder, é não errar. Pense nisso;
    • Ansiedade me irrita. Sempre. Serenidade Sempre.
    • Ciúme é normal, mas não em excesso;
    • Eu sei que você toma cantadas. Não as esconda de mim. É melhor saber do que achar que você mente;
    • Sem obsessão. Vou querer dar sumiços. Mas bêbado, eu declaro meu amor facinho;
    • Minha serenidade me custou muito caro. Não a negocio por nada;
    • SMS e e-mail. Meu status está ocupado? Não é um bom momento;
    • Cumplicidade e meio, e não fim. Um relacionamento pra mim não é uma das minhas prioridades. Mas se ele viabilizar uma vida tranquila e em harmonia, ele ganha um enfoque maior. Mais importante que isso tudo, são os momentos que vivemos;
    • Evolução sempre. Estar apaixonada não é o fim da sua vida. Ambições e planos continuam, e o relacionamento deve servir de trampolim a isso, e não como uma muleta do dia-a-dia;
    • Eu vou sempre querer viver cada dia como se fosse o último. Isto se torna um ótimo argumento para ouvir e trocar elogios;
    • Aponte meus erros, e irei discutir e corrigi-los. Ouça quando identificar coisas que não me agradam;
    • Entenda que eu sou muito limitado e tome isso como premissa;
    • 90% de como lidar comigo pode ser aprendido em livros de como educar crianças. Sou apenas um adulto que esqueceu de ficar sério, eu acho. :)
    • A regra dourada e as quatro nobres verdades são muito bem seguidas aqui. Mas sobra espaço para Nietzsche e a filosofia do martelo;
    • A coisa mais importante que aprendi nos últimos meses foi: Aprenda a dizer o que espera dos outros. Eu preciso ouvir o que esperam de mim, e agora vejo que foi um grande erro não ter dito de antemão o que esperava dos outros. A vida segue, porém;

    Joselito for Dummies

    junho 14th, 2009

     

    Um artigo didático para a Juventude

    Tudo o que sei sobre missão, servir, punk rock e conspiração, por um Professor de Biologia do Ensino Médio

    junho 10th, 2009

    Eu ia escrever algo elaborado, mas… acho que já disse tudo.