A arte de ser persuasivo…

novembro 9th, 2006 | by Aldrin Leal |

O dia encerra, e o melhor é no final. Deixando as crises de lado, prefiro olhar pro lado positivo, e emplaquei meu projeto integrado na burgofaculdade noveau-riche (aonde os novos ricos estudam. e você que se foda pra achar vaga na garagem). Até aí, tudo bem. Hora de mandar ver.

Porém, enquanto eu explicava a idéia, buscando enrolar persuadir, objetivos, e tudo o mais, ocorreu um momento engraçado: eu tinha que convencer que disponha de recursos (principalmente tempo e disposição) pra entregá-lo no dia 30. Após a pergunta, ocorre uma falta de luz.

Como é uma burgofaculdade noveau-riche e não um refúgio de alunos do DCE a serem jubilados, ligaram o gerador, e a luz voltou. Enfim, como convenci? Basta ter a frase certa:

“- A luz faltou antes deu dizer, mas o que eu ia dizer é: Eu quero que dê um blecaute aqui se eu, por um acaso, eu estiver mentindo pra mim mesmo e dissesse que eu não tinha condições de concluí-lo.”

Acho que convenci. Até aí, tudo bem. Volto pra casa (a pé, porque a burgofaculdade é pra burga, mas infelizmente, eu não sou. Ok, não vou mentir, o fato é que moro a um quarteirão de distância). A luz havia faltado pra todo o quarteirão, e meus pais me esperavam na varanda (no primeiro andar). Contei a história do térreo, meus pais riram, e eu emendei: “-Agora quer ver só? Que a luz volte quando eu entrar em casa.”

Bem, ela tinha voltado antes: O que caiu foi só a fase da iluminação pública. Duh.

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