O Guia de Sobrevivência da Graduação, Parte I: “Cobre-se”

março 6th, 2009 | by Aldrin Leal |

Quis paget entrat (Quem paga, entra), já dizia (acho – preciso conferir) o lema da minha faculdade.

Mas entrar é só o começo da equação, sendo necessário sair para que a graduação seja efetiva. Agora que existem testemunhas suficientes para comprovar que eu fui dispensado da minha, posso começar a falar algumas coisinhas que aprendi, e que julgo importante compartilhar, com o mínimo conhecimento de causa.

Uma universidade, como toda instituição, é sistêmica, possuindo inúmeros participantes interagindo entre si. Em termos imediatos, porém, a relação aluno e professor é, sem dúvida, a mais importante, pois é a partir dela que se justifica o prédio, o cafezinho, e até o alívio quando passa aquela baby deliciosa pelos corredores. Sua vida funciona em função disso e, mesmo que você não ache importante, é preciso garantir a sobrevivência no meio.

Metade desta responsabilidade encontra-se na mão do estudante. Ou mais da metade, se considerarmos que a relação entre aluno e professor é desproporcional (apesar que ela tenda a igualar-se durante o curso, devido a evasão – escolar e de aulas individuais): Portanto, é imprescindível começar pela massa crítica. Os próximos posts irão focar-se nos outros aspectos desta relação.

O que faz um bom aluno?

Alvin Lucier, um amigo meu, formou-se e permitiu citar algumas características que o mesmo julga fundamental para definir um bom aluno. O mesmo dedicou-se algum tempo para, junto comigo, enumerá-las. Uma boa fonte da nossa discussão foi este link. Agradeçam a ele por este post.

Um bom aluno (como ele – eu estou no extremo do mau exemplo) mantém uma boa relação com os professores, colegas, e funcionários. Com os professores, o aluno deve demonstrar-se motivado. Professores gostam – e alguns precisam perceber – a motivação e o empenho de um aluno. E a melhor maneira de transmitir é através de atitudes.

O que transmitir e quais atitudes?

Alunos que agradam:

  • Comparecem: Isto denota atenção, respeito ao trabalho do professor. Chegam na hora, explicam suas eventuais faltas (com motivos plausíveis, por favor), e mantém-se atualizados com o andamento da disciplina (matéria, tarefas e exames). E, acima de tudo, assumem responsabilidade pelos os seus atos;
  • Aproveitam Oportunidades: Cursos de Extensão, Eventos (como Seminários, Palestras), Estágios, Monitoria são coisas que permitem aos outros enxergá-los sobre um olhar mais simpático. Mas se você só buscar fazer os exercícios e buscar resolver desafios já está de bom tamanho, acredite;
  • Demonstram Atenção: Fazem perguntas, ouvem, não se perdem durante a aula conversando ou saindo. Respondem perguntas do professor. Isto ajuda a quebrar o gelo e tornar a aula mais interativa;
  • Estão Informados: Informação é Responsabilidade. Logo, se o aluno busca estar esclarecido com as suas notas, com a sua frequência, com o calendário de provas, e, principalmente, com a ementa do curso, isto se torna um claro sinal de que o mesmo está envolvido com a disciplina. Mas sempre é bom conversar com o professor, pelo menos alguma vez, como forma de estabelecer uma relação casual;
  • Dedicam-se: Os trabalhos buscam ser bem feitos. E efetivamente alocam tempo para a sua execução.

Concluindo

Se a faculdade é um fato, e mesmo que você não goste, é importante demonstrar-se comprometido. Alunos motivados permitem ao professor conduzir melhor a disciplina, sendo o benefício um jogo de ganha-a-ganha. Se você ainda está na graduação, não abra mão desta oportunidade de fazer acontecer.