Projeto Atual: Laboratosco

maio 4th, 2009 | by Aldrin Leal |

Benvindoaê!

“-Quando Tralha é Coisa Séria!”

Nesta virada do ano, arrumobservando o meu quarto, percebi que o espaço classificava-se da seguinte maneira (classificado por importância):

  • Livros e Revistas;
  • CDs e DVDs;
  • Cabos Antigos e Aparelhos Eletrônicos Sem Uso;
  • Computadores;
  • O mega-traste que vos fala;

Como destes, o último item, embora pouco importante, era apenas a razão do quarto existir, e dada a velocidade com que o espaço começava a ser tomado, decidi fazer uma organização. CDs e DVDs estão sendo ripados, e pro 2o semestre fecho um Home Server/Media Center e alguns livros serão doados (caso você tenha algum leve interesse, confira isso e aquilo).

Moral da História: O traste fica, apesar dos protestos da vizinhança.

Mas a questão das revistas bateu em alguns aspectos sentimentais:

  • Quadrinhos de Valor Sentimental: Vertigo Brasileira e os Episódios da Morte e Ressureição do Super-Homem;
  • Coleções
  • Periódicos (que irão pro saco! Eu juro);
  • Outras, aonde um artigo ou outro se salva, serão scaneadas e mantidas – prometo escrever sobre isso quando fechar a solução, mas já dei início a este processo;
  • Outras revistas tem mais de 30 anos… err…

Abre Parêntese – Eu ainda não cheguei aos 30, mas ver revistas de 1978 ensinando a fazer tele-jogo me colocaram em um dilema imenso: Eu não sabia eletrônica, mas durante anos, sempre assinei e comprei revistas e livros sobre eletrônica. Como lidar com isso? Fecha Parêntese.

Em paralelo, outras constatações: Estava me formando, queria dar menos atenção a programação – Calma, é apenas uma licença sabática! – , e queria ter novas perspectivas sobre a vida. Novos passatempos, mas ainda mantendo a natureza doméstica que rege a minha vida.

A partir daí, surgiu o plano.

O Plano

O Plano era simples: Montar um Laboratório de Eletrônica e efetivamente aprender Eletrônica Básica, Digital e Microcontroladores. Estabelecer um hobby, ganhar o domínio e a prática para ler os artigos, compreender, e enfim, dar cabo na minha coleção das Revistas da Editora Saber. Um processo para tomar os próximos 2 anos, divertir-me e ganhar o conhecimento.

Existe uma infinidade de fatores que impediram isso de iniciar-se antes. Fatorei tudo e resolvi utilizar uma abordagem semi-autodidata para conduzir o meu próprio aprendizado. Motivar-me, de acordo com as minhas próprias premissas. E, principalmente, montar uma caixa de ferramentas de deixar os outros com inveja. :)

Power!!!!

 

E como você costuma ler neste blog, ter um projeto bem definido e exemplar :)

Semi-Autodidata?

É. Deixa eu explicar: Ser autodidata é muito valorizado pelas pessoas. Porém tem um grandissíssimo problema: Diante de fatos incompreendidos, você define que uma maneira é a única que funciona, muitas vezes sem sequer de fato compreender os aspectos que envolvem a sua percepção.

Falta. Método.

Isto te torna hábil, mas também te torna burro. Muito burro. E foi por este motivo – não prender-me a miopia do auto-aprendizado –, que me graduei em computação mesmo já possuindo experiência no mercado de trabalho. Resolvi aplicar esta visão a um hobby.

Logo, é necessário método: Experimentar sim, porém diante do obstáculo, discutir e compreender a questão, de forma iterativa.

Parte do Plano envolveu eleger “Tutores” – Pessoas com Experiência Vasta nos Assuntos, para orientar-me e ouvir meus relatos. Até agora, tem rendido muito bem.

Porque mencionei o Aprendizado de Programação? Bem, o Aprendizado de Programação, sem método, cria um rendimento baixo – é necessário você ter persistência e, principalmente, compreender abstração. Mas de qualquer forma, não obter o resultado desejado envolve um pouco da preguiça mental de não compreender o obstáculo diante de você. É o clássico “Maldito compilador! Agora este erro!” – Muitas vezes sem ler e buscar compreendê-la.

E o que você fez?

Estabelecendo Premissas:

  • Safety First – Comecei comprando equipamentos e lendo orientações de segurança. Isto rendeu-me uma ida ao IT Center;
  • Ferramentas são para o que o homem não domina com as mãos: Sempre que encontrava alguma dificuldade, recorria ao google para descobrir como os outros resolviam. Isto gerou algumas descobertas sobre ferramentas úteis, como as “Terceira Mão”, muito úteis para soldagem de placa, ou descascadores de fio (tentei aqueles da Western – São bons, mas tendem a quebrar fácil. A coisa terminou no da SparkfunÉ Campeão!). E pinças e alicates;
  • Dicas, Dicas, Dicas: Utilizei o Instructables como uma referência. Ótimas idéias, e uma comunidade ativa na área de eletrônica. Fazer não basta. É preciso saber fazer uma forma melhor de fazer;

A partir daí, a coisa centrou-se ao redor de coletar, informar, e registrar:

  • Plataformas: Na verdade, há cinco anos eu já possuia uma uma placa de desenvolvimento PIC. Decidi mantê-los, mas com menos enfoque, e direcionar-me para Arduino, dada a comunidade;
  • Componentes: Tem a Tip, no Reduto. É boa, mas me deslocar pro comercio em horário comercial é uma tormenta. Fico em casa: Tentei algumas lojas online. A minha favorita absoluta chama-se Soldafria. O atendimento é ótimo, a navegabilidade é boa, e a variedade e preços são excelentes. Para outros casos extremos, recorri a Sparkfun e ao MercadoLivre;
  • Circuitos: Ainda não achei projetos que me inspirassem. Por hora, estou rascunhando alguns e aprendendo sobre as partes envolvidas;
  • Sites: Sim, algum. Ainda não tomei coragem para postar em algum fódum – Prometo repensar sobre isso. De qualquer forma, meu caderno de notas continua a mil;

Aonde ficamos?

Basicamente já montei alguns circuitos básicos com Arduino. O foco agora é em montar circuitos, e não em programá-los. Logo, minha experiência com o Eagle, Arduino IDE, WinAVR, Processing e MPLAB fica para outro momento. Por hora, é soldagem e construção de placas parece ser o próximo estágio. Porém, compreenda que o enfoque – macro – é aprender todas as áreas e buscar-me nelas.

Preciso fazer um curso intensivo de solda. Ainda não decidi, mas o curso do Francisco, do Kit8051, me parece bom. E tem o CuriousInventor.com tem um site útil sobre o assunto.

Lembra dos aparelhos eletrônicos acima? Estou desmontando e me livrando do que não me interessa de componentes. O resto vai pra caixa de componentes, serelepemente. :)

Agora eu consigo olhar para um esquema envolvendo microcontroladores e compreender o significado – Reconhecer o padrão. Aplicá-lo ainda está um pouco tortuoso, mas eu provavelmente irei trabalhar isso em breve.

Bem, o futuro parece claro: Montar mais circuitos, ganhar esta confiança, entender os principais circuitos envolvidos, e começar a envolver-me em outros projetos. Ah, sim: Desmontar mais circuitos, hehe.

Caso você esteja curioso, confira a minha galeria de fotos do lab no Gallery2. Caso deseje discutir e até oferecer-se como tutor em alguns projetos, fale com o nosso Serviço de Atendimento ao Cu-rioso.

Grato.

  1. 4 Responses to “Projeto Atual: Laboratosco”

  2. By emanuelestrada.myopenid.com/ on mai 4, 2009 | Reply

    Legal o texto.
    Tem que por aquela receita de PIC frito, qualquer hora :P
    O site Soldafria é tri mesmo. O pessoal do lab curtiu.
    []’s

  3. By Aldrin Leal on mai 4, 2009 | Reply

    Verdade. Bem, envolvia um Pull-Up mal colocado no MCLR, hehe. Não lembro o resto da história – preciso ver nos históricos.

  4. By carloscosta.org/ on mai 7, 2009 | Reply

    Falai :-D

    Se já viu esse? -> http://www.gumstix.com/
    Dei uma passeado pelo site, lembra o beagleboard.org mas com uma vantagem: eles vendem o kit completo (incluindo fonte de energia).

    Tem mais sobre aqui:
    -> http://en.wikipedia.org/wiki/Gumstix

    Estou pensando se compro pra experimentar ;-)

    [ ]s
    Carlos.

  5. By Aldrin Leal on mai 7, 2009 | Reply

    Err, não vi. Ter em kit é legal, mas entre algo que não rode Linux (PIC, AVR) entre os que rodo… Certamente soldar o Kit vai ser um saco ::)

    Eu olhei rápido. Me lembrou um pouco o picotux: http://www.picotux.com/

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