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	<title>Comentários sobre: Duas Observa&#231;&#245;es sobre Felina, Sexo, Notici&#225;rio, Pesquisas, Felicidade e Autonomia</title>
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	<description>A Linguagem enquanto um vírus...</description>
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		<title>Por: Viktor Chagas</title>
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		<dc:creator>Viktor Chagas</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 18:13:57 +0000</pubDate>
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		<description>Opa, Aldrin,

Teu post é ótimo, bom para o debate. Mas fiquei pensando que, embora não tenha captado 100% teu posicionamento, talvez eu discorde um pouco do teu discurso e foi sobre isso que panfletei no meu texto.

Todos os casos que você citou sobre escândalos &quot;sexuais&quot; no Brasil estão cobertos pelo meu argumento. No caso da Suzana Vieira, há muito desencontro de informação no que foi veiculado na mídia. Casos de supostas agressões, traições, tráfico de drogas etc. De modo que isso me leva a crer que o caso figura na possibilidade de que o que foi divulgado é &quot;supostamente leve&quot; e difícil de ser &quot;omitido&quot;, o suicídio. No caso do Ronaldo, o escândalo estourou mesmo quando o vídeo dos travestis caiu no YouTube. Até então as informações eram de novo desencontradas. E o mesmo aconteceu com a Felina, como tentei descrever.

O julgamento do Max Mosley me parece que resvalou para a questão da apologia ao nazismo muito mais por uma questão de encontrar um subterfúgio para levá-lo a julgamento do que por uma idéia de que a apologia ao nazismo precisava ser punida. Mesmo porque, meses antes, o Príncipe Williams foi flagrado fantasiado de oficial nazista e não chegou aos tribunais por isso. Eu diria que esse caso é pretextual, como foi o caso do Al Capone, p. ex., preso por sonegação e não por tráfico e crime organizado.

Portanto, eu discordo da idéia de que os países ricos veiculam mais manchetes de escândalos políticos do que de escândalos sexuais. (A Mônica Lewinski não me deixa enxergar de outro modo.) Acho que uma combinação entre o nosso moralismo e a proteção à segurança nacional deles acaba criando um cenário em que o que é veiculado na mídia aqui são os escândalos sexuais deles e não os nossos. Estes, sim, são abafados. Enquanto isso, os escândalos políticos e sociais daqui são noticiados à exaustão, mesmo que com provas e investigações rudimentares. Enquanto lá, como me parece ter sido o que houve no princípio com o caso da brasileira na Suíça, os jornais hesitam em noticiar problemas locais, para resguardar a &quot;imagem&quot; do país. Mas, é claro, essa observação não é fruto de pesquisa extensa e merece ser relativizada. Portanto, acho que o debate pode render. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Opa, Aldrin,</p>
<p>Teu post é ótimo, bom para o debate. Mas fiquei pensando que, embora não tenha captado 100% teu posicionamento, talvez eu discorde um pouco do teu discurso e foi sobre isso que panfletei no meu texto.</p>
<p>Todos os casos que você citou sobre escândalos &#8220;sexuais&#8221; no Brasil estão cobertos pelo meu argumento. No caso da Suzana Vieira, há muito desencontro de informação no que foi veiculado na mídia. Casos de supostas agressões, traições, tráfico de drogas etc. De modo que isso me leva a crer que o caso figura na possibilidade de que o que foi divulgado é &#8220;supostamente leve&#8221; e difícil de ser &#8220;omitido&#8221;, o suicídio. No caso do Ronaldo, o escândalo estourou mesmo quando o vídeo dos travestis caiu no YouTube. Até então as informações eram de novo desencontradas. E o mesmo aconteceu com a Felina, como tentei descrever.</p>
<p>O julgamento do Max Mosley me parece que resvalou para a questão da apologia ao nazismo muito mais por uma questão de encontrar um subterfúgio para levá-lo a julgamento do que por uma idéia de que a apologia ao nazismo precisava ser punida. Mesmo porque, meses antes, o Príncipe Williams foi flagrado fantasiado de oficial nazista e não chegou aos tribunais por isso. Eu diria que esse caso é pretextual, como foi o caso do Al Capone, p. ex., preso por sonegação e não por tráfico e crime organizado.</p>
<p>Portanto, eu discordo da idéia de que os países ricos veiculam mais manchetes de escândalos políticos do que de escândalos sexuais. (A Mônica Lewinski não me deixa enxergar de outro modo.) Acho que uma combinação entre o nosso moralismo e a proteção à segurança nacional deles acaba criando um cenário em que o que é veiculado na mídia aqui são os escândalos sexuais deles e não os nossos. Estes, sim, são abafados. Enquanto isso, os escândalos políticos e sociais daqui são noticiados à exaustão, mesmo que com provas e investigações rudimentares. Enquanto lá, como me parece ter sido o que houve no princípio com o caso da brasileira na Suíça, os jornais hesitam em noticiar problemas locais, para resguardar a &#8220;imagem&#8221; do país. Mas, é claro, essa observação não é fruto de pesquisa extensa e merece ser relativizada. Portanto, acho que o debate pode render. :)</p>
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