Conselhos para T-15 anos
maio 4th, 2010 | by Aldrin Leal |
Quando eu comecei usando computadores, foi numa época que a maioria de vocês jamais ouviram falar: A Reserva de Mercado. Na prática, significava pagar dez vezes por algo que já chegava obsoleto. De lá pra cá, muita coisa mudou: Apenas pagamos o iPod mais caro do mundo (não precisam comentar, prezados macfags). Mas o fato é que, a exceção dos produtos macfaguísticos, hoje o custo para manter um computador é mais barato que há alguns anos.
O acesso à informação mais barato criou algumas variáveis interessantes. Há 8 anos, eu hospedar um repositório particular de código-fonte distribuído na internet virtualmente me exigiria a configuração de um servidor virtual, um VPS (exigiu – eis porque eu hospedo isso na linode).
Extrapolando mais: Há quinze anos, eu provavelmente necessitaria fazer colocation em um data center.
Hoje eu pago cinco dólares – apenas para manter restrito, pois gratuitamente eu possuo mais oferta.
Isto é algo que está alinhando para outros aspectos – Nuvens, como EC2 e o AppEngine, efetivamente barateiam. Quanto custa – monetariamente falando –, criar um domínio e hospedá-lo é uma fração do quanto custava há alguns anos.
O que não irá baratear? Mão de obra. Cada vez mais cara, cada vez mais especializada, cada vez mais difícil de formar. Logo, há risco em toda contratação em TI – é uma aposta, afinal de contas. E uma laranja podre pode cagar um projeto. Logo, você, que quer entrar no mercado, deve reduzir e eliminar os riscos na sua contratação.
Porque falo isso? Porque quando comecei em TI, era mais complicado manter um portfolio e currículo, e a minha etapa de ‘profissionalização’ demorou alguns anos e foi meio tortuosa. Embora hoje eu não necessite tanto, os meus próprios repositórios de fonte acima mencionados já me ajudaram em várias situações, tanto no trabalho quanto na faculdade e, principalmente, para arranjar trabalho.
É sério: A maneira mais fácil que você tem de dar um curto-circuito em uma entrevista de emprego é mostrar código-fonte seu e comentá-lo. Mais do que isso, você mostra ser orientado a problemas e auto-disciplinado, quando você devota seu tempo a projetos pessoais.
O código sequer precisa ser bom – isto, na verdade, é gancho para que outras pessoas possam participar e conhecer. É, de certa forma, um ótimo caminho para estabelecer networking.
Uma única observação: Certifique-se que sua propriedade intelectual não infringe a dos outros – e, principalmente, entenda sobre licenças e saiba defender a sua e identificar outras licenças open-source adequadas para outros projetos – como o dos seus empregadores, por exemplo.
Então, prezado amigo, eis um segredo dourado, que eu não costumo citar: Crie um projeto. Qualquer projeto. O importante é você ter um horizonte atingível e, acima de tudo, dedicação para mantê-lo. Use um google code ou github, agregue colegaboladores, e – porque não? – publique o mesmo fonte online, bem como coloque o site no ar.
Por mais simples que seja, você tem um projeto – e um bom assunto para a sua próxima entrevista de emprego. Ou, quem sabe, o seu próximo empreendimento.
Moral da história? Eu *queria* poder ter feito tudo isso há 15 anos. Sim, é uma inveja branca da geração atual.
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